sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

REBENTO


O dia está vazio de mãe,
O dia está vazio de amor,
O dia está vazio de vida,
O dia está vazio de cor.


Não me importa o ano, a data
Nada importa,
Só me importa 
O quê o coração não comporta.

Quanto tenho que viver
Só para compreender
Que a vida dá voltas
E mesmo sem eu saber
Preciso dar cambalhotas?

Dar cambalhotas
Caindo de pernas tortas, bambas, vacilantes

E mesmo assim  levantar
E mesmo assim caminhar

De uma maneira elegante

Com as pernas pesadas como as de um  elefante


Fingindo querer

Continuar a viver.



Por quanto tempo
Vou suportar
As asperezas do nada
O silêncio detrás do dia
Aguardando uma resposta
Que traga algum alento...

...  que ajude a relembrar
Que  a caminhada
Se dá a passos lentos
E que é, muitas vezes, no  relento
Que conseguimos acalmar
O coração de um  rebento.


4 comentários:

Pedro Antônio disse...

Nossa! Não sei o que dizer!

Fiquei emocionado ao ler este e os demais textos abaixo!

Quem amamos, de um jeito ou de outro, estará sempre perto de nós. Acredite!

Pedro Antônio

MARA disse...

Kyria

Um belo poema. Parabéns

Bj
Mara

tossan disse...

É emocionante mesmo e tão bem escrito. O importante é amar. Beijo

Anônimo disse...

Sei o que é isso.Já perdi minha mãe também!!Depois de chorarmos muito a dor se abranda...Graças a Deus!!!